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Adoção tardia é tema de encontro macrorregional

A série de encontros macrorregionais “Conversando sobre adoção” começou nesta sexta-feira (04), em Blumenau e reuniu mais de cem pessoas. O objetivo é conscientizar a população sobre a importância da adoção tardia, interracial, crianças e adolescentes com deficiência e grupos de irmãos.

O evento, promovido pela Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente (CDDCA) da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), discutiu temas relacionados à convivência familiar e comunitária e a importância dos grupos de adoção.

Segundo o deputado estadual Dr. Vicente Caropreso (PSDB), presidente do Colegiado, o perfil idealizado não é a mesma realidade das crianças que aguardam uma família que possa acolhê-las. “Adoção é um tema sensível a todos nós. Nos cala fundo ao coração, mas também nos chama para estar na linha de frente. Na luta pela sensibilização, para que o nosso olhar mude, para que seja mais apurado, mais humano, para que mais rapidamente as crianças, principalmente as maiores, possam ter o direito de viver em família.”

Para o coordenador do Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude do Ministério Público de SC, promotor João Luiz de Carvalho Botega, dois são os principais desafios para garantir o direito da convivência familiar e comunitária. “O primeiro é qualificar os serviços sócio assistenciais para evitar situações de acolhimento. O segundo é sensibilizar os pretendentes de adoção, que entendam que ainda que tenham uma idade mais elevada, as crianças e os adolescentes também estão esperando por uma família. E que eles têm total condições e possibilidades de constituir laços de carinho, vínculo familiar e afetivo com esses pais”, afirmou.

O presidente da Comissão da Criança e do Adolescente da OAB/Florianópolis, Ênio Gentil Vieira Júnior, pontuou os prazos, procedimentos e questões voltadas à agilização processual. Ele destacou a necessidade de estruturação de equipes, com mais profissionais. “Há necessidade de mais unidades de Varas da Infância para que, além de seguir rápido, os processos possam seguir com qualidade.”

Gilberto Alba Parisotto é pai adotivo de um casal. Adotou, juntamente com a esposa, no dia 11 de setembro de 2010, um menino com sete anos e uma menina com oito. Ele ressalta a importância de grupos de adoção em todo o processo. “Se não tivéssemos um acompanhamento talvez eles não estariam mais conosco hoje, pois algumas vezes pensamos em fazer a devolução. Tínhamos dificuldade de entender a dificuldade deles. Hoje minha esposa e eu conversamos e percebemos que toda aquela revolta que tinham, era medo. Medo do novo, de ser rejeitado”, relatou o pai.

Os próximo eventos serão realizados nos municípios de Lages (25/05), Criciúma (07/06), Porto União (14/06), Joinville (21/06) e Chapecó (29/06). Inscrições e mais informações no e-mail: cca.alesc@gmail.com ou telefone (48) 3221-2973.

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