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Dependência da vacina: Dr. Vicente cobra atenção ao desenvolvimento científico

 “O Brasil não conseguiu dar uma resposta rápida e adequada à situação. Somos dependentes de outros países na questão da vacina”

 A incapacidade do Brasil de elaborar uma vacina própria contra a covid-19, passados 15 meses do início da pandemia, mostra que o setor de pesquisa científica do país não tem recebido atenção estratégia e investimentos necessários pelo poder público. A avaliação foi feita pelo deputado estadual Dr. Vicente Caropreso (PSDB) durante audiência pública que discutiu a situação atual de combate à pandemia em Santa Catarina, realizada nesta quarta-feira (9).  “O Brasil não conseguiu dar uma resposta rápida e adequada à situação. Somos dependentes de outros países na questão da vacina”.

Para o parlamentar, que é vice-presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, um dos legados da pandemia foi  mostrar que o  Brasil precisa ter uma política governamental que coloque a  pesquisa e a produção científica como eixos para o desenvolvimento da nação. “Vimos as fraquezas e a dependência que temos de tecnologia e conhecimento. Isso ficou evidente na questão da vacina. A falta de estratégia e de estímulos está provocando uma fuga de cientistas. É preciso um olhar estratégico para determinados pontos como a educação para termos professores  à altura e gente estimulada ”, afirmou o parlamentar.

Vários professores e pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) participaram da audiência pública. O professor Oscar Bruna Romero, do Centro de Ciências Biológicas, concordou com o deputado Dr. Vicente. “O Brasil tem uma capacidade fantástica, não só de distribuir as vacinas produzidas por outros países, como tem uma capacidade para produzir as próprias vacinas. Mas não explodimos com o nosso conhecimento, não aplicamos o conhecimento como deveríamos. Precisamos de um maior impulso”, afirmou o pesquisador.  Romero, que é espanhol, explicou que chegou ao Brasil há 20 anos depois de desenvolver pesquisas com adenovírus recombinante (base de vacinas como a AstraZeneca e Sputnik) nos Estados Unidos. Ele defendeu um investimento mais estratégico dos recursos destinados à pesquisa para áreas que faltam ao país.

Hoje as vacinas que estão sendo produzidas no Brasil pela Fiocruz (AstraZeneca) e Butantan (Coronavac) dependem da importação de IFAs (ingrediente farmacêutico ativo) da China. O IFA é a tecnologia que vai provocar a reação imunizante no organismo contra a Covid-19.  A Fiocruz assinou contrato de transferência de tecnologia com a farmacêutica AstraZeneca que possibilitará a produção do IFA no Brasil. Já o Butantan solicitou autorização à Anvisa para iniciar a fase 3 de testes em humanos de uma vacina própria, a Butanvac.

Fake News e atraso na Sputnik

O deputado Dr. Vicente Caropreso (PSDB), lamentou a desinformação em relação à importância das vacinas e recomendou que a população mantenha as medidas preventivas. “Estamos vivendo uma dificuldade perversa de uma contrainformação maligna que é engendrada para fazer entender que a doença não é tão grave”, lamentou. Dr. Vicente também lamentou que a compra da vacina Sputnik pela Fecam tenha sido atrasada pelas autoridades em cinco meses, por razões inexplicáveis.

“Estamos enfrentando uma pandemia em meio a uma pandemia de fake news, que tem afetado até mesmo os profissionais de saúde”, concordou o superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde, Eduardo Macário. Segundo ele, não existe respaldo científico para se fazer o que alguns médicos estão fazendo, prescrevendo vacinas específicas para pacientes portadores de determinadas doenças.

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